EUIDEAL - A confirmação de casos de raiva em morcegos em três municípios rondonienses acendeu o sinal de alerta das autoridades de saúde do Estado. A Agência de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa-RO) informou que, desde o início de 2026, três das 40 amostras de morcegos suspeitos analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-RO) testaram positivo para o vírus — com registros em Jaru, Cacoal e Cacaulândia.
Apesar da circulação do vírus entre os animais, Rondônia não registra nenhum caso de raiva humana desde 2004, quando uma ocorrência foi confirmada em Pimenta Bueno. Ainda assim, a Agevisa reforça a importância de a população evitar qualquer tipo de contato com morcegos encontrados em situação anormal.
Ficha-resumo
| Amostras analisadas em 2026 | 40 |
| Casos positivos | 3 |
| Municípios afetados | Jaru, Cacoal e Cacaulândia |
| Órgão responsável | Agevisa-RO / Lacen-RO |
| Último caso humano em RO | 2004, em Pimenta Bueno |
| Transmissão | Saliva do animal infectado (mordida, arranhão ou contato com ferimento) |
Como os morcegos têm hábitos naturalmente noturnos, qualquer alteração nesse padrão pode ser sinal de que o animal está doente. A Agevisa lista os principais comportamentos que devem chamar atenção:
Sinais de alerta
- Morcegos voando durante o dia
- Animais caídos em quintais, ruas ou calçadas
- Dificuldade para voar
- Comportamento desorientado ou esbarrando em objetos
A Agevisa destaca que qualquer espécie de morcego — frugívora, insetívora ou hematófaga — pode transmitir o vírus caso esteja infectada, independentemente do hábito alimentar do animal.
A raiva é transmitida pela saliva do animal contaminado, principalmente por meio de mordidas, arranhões ou contato da saliva com ferimentos na pele. Em caso de qualquer contato, a orientação é agir rapidamente:
Passo a passo em caso de contato
- Lave imediatamente o local com água corrente e sabão
- Procure atendimento médico o mais rápido possível para avaliação
- Se necessário, inicie o tratamento com vacina e soro antirrábico conforme orientação médica
Especialistas alertam ainda que pessoas que acordarem e encontrarem um morcego dentro do quarto também devem procurar atendimento médico — pequenas mordidas podem passar despercebidas durante o sono, mas ainda assim representam risco de transmissão.
A recomendação das autoridades é clara: ninguém deve tentar capturar ou manusear morcegos, mesmo que aparentem estar mortos. O procedimento correto é isolar o animal com um balde ou caixa de papelão, sem contato direto, e acionar o serviço de vigilância ou de zoonoses do município para o recolhimento adequado.
Apesar do alerta sanitário, a Agevisa faz questão de reforçar que os morcegos são animais silvestres protegidos por lei e cumprem papel importante no equilíbrio ambiental. Espécies insetívoras ajudam no controle de insetos — incluindo mosquitos transmissores de doenças —, enquanto os morcegos frugívoros contribuem para a dispersão de sementes e a regeneração das florestas.
Sempre que um caso positivo é confirmado, as equipes de saúde realizam o chamado bloqueio vacinal na região, imunizando cães e gatos para evitar que o vírus se espalhe e represente risco à população.
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Foto: Morcego — animal associado à transmissão da raiva quando infectado
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